Fim-de-semana? onde?

- Segunda-feira já? céus, não me apercebi", disse hoje pelas duas e qualquer coisa da manhã aos meus botões do pijama.

Não quero com isto que me julguém uma irresponsável do pior. Costumo curtir os 2 dias de férias semanais de forma a que me pareçam 7, sentindo-os passar vagarosamente: pausa grande com um "café" com um amigo na sexta depois de trabalho e depois agenda a funcionar na mesma - "lavar o carro; corrigir exercício turma F; enviar relatório mensal!!!; ir à inbox do trabalho; sacar filme x ou pesquisar livro y; Depilação caraças; Pasta - organizar sem falta, pá.

É verdade. Para a agenda saltam pontos de exclamação e de interrogação a repreender-me a mim própria. Pressão. E funciona, na maior parte das vezes.

Continuando...

Sábado e Domingo pareceram-me um dia apenas. Dessculpo-me com a necessidade que tinha de "mandar cá para fora", de chegar ao limite, de beber uns copos e rir, de disparatar coisas sem fundamento só para me rir depois. Lógico que só a cumplicidade acede à mensagem implícita entre duas ou mais pessoas quando se dizem coisas sem nexo.

Não são sem nexo, sendo assim, não é? digo e contradigo de imediato sem ninguém questionar, a falar ou escrever, eu sei, faço-o porque me habituei a explicar o que quis dizer, quando me poupam esse trabalho faço um amigo, alguém que me compreende e não me toma logo por maluca. E não tenho tão poucos amigos assim, felizmente, mas o que acontece é que muitas vezes não sei que lhes diga (aos outros, que claro, são amigos mas não tão amigos assim, acontece que não consigo estabelecer um laço com alguém que não fala a mesma língua, ficamo-nos pelo que ele/ela faz, acontece ou quer saber da vida, eu acabo por não me pronunciar).

E pronto, era só isto.

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