Feel like writing

Como terapia sugiro-me que escreva. não sei bem o quê, nem de quê. só porquê: porque me faz bem. porque busco o mesmo conforto que em miúda encontrava quando pegava na caneta e gatafunhava no diário - top secret- o que me ia na alma. hoje não me vai nada. ou vai tanto que não sei por onde começar. por esta altura já quem lia isto desistiu, penso. mas afinal não escrevo para ser lida, ou escrevo? não sei dizer. escrevo porque sim, e porque não. infrinjo as regras da sintaxe a cada linha que faço, sei disso. mas não me importo. importo-me com o tempo que passa e não me leva. presa a pensar em ti. morri ali, na ultima vez que me envolveste num beijo bom, cheio de amor (já te expliquei o amor para mim, sinto-o muitas vezes, digam lá o que quiserem, que só sente uma vez, que não se sabe se se o sente, não quero saber).

é a tua inconstância que me fascina. queres e não queres. ora agora sim, agora não. como se vivesse de desafios e não gostasse da estabilidade de um amor constante, seguro, estável. não me basta. pareço precisar de lutar diáriamente para conseguir ter-te. não ser eu própria. recear dizer isto, fazer aquilo, por querer ser ideal para te merecer. Ora isto é amor, senhores. por que carga de água alguém se daria a isto?

muito embora te saiba longe de sentir o mesmo, gosto-te na mesma, quero-te com a mesma força. Um dia declaro-me, conto-te isto tudo e mais algumas coisas que para aqui vão.

Sem comentários:

Enviar um comentário