sei lá.


aos vinte e alguns suposto é saber-se o que se quer na vida, onde se quer chegar, o que se pretende alcançar, que caminhos tomar e que meios utilizar. eu não sei ainda. precupada? não sei também.
seja o que for que termine a fazer a verdade é que só queria poder fazê-lo da melhor forma, poder dedicar-me a algo com ganas, como quando se gosta realmente do que faz. mas também gostava de tempo, queria tempo para tudo. só agora me apercebo do real valor do pequenito. tempo para ler um livro sem me desconcentrar 5 frases depois e perder-me no que tenho a fazer no dia seguinte, no que ficou por fazer hoje, no que terá de ser feito depois de amanhã, e no raio que parta essa merda toda.

quando criança, respondia, tal como todas as criaturinhas, prontamente sempre que questionada quanto ao rumo da vida. que queres tu ser, miúda? que queres tu fazer na vida? dizia querer ser cantora ou médica ou ambas. nem uma nem outra. para a primeira não me parece ser impossível tendo em conta a fraca qualidade de tantas, era mais uma. catraquinhentas que para aí andam, a voz não parece ser realmente um requisito, tudo bem trabalhadinho e até lá ia também.
quanto a enveredar pela medicina...hum...isso pah, já era puxadote, não tenho assim tanto talento.
pensando bem agora...sempre dou a insulina à avó...hum...secalhar até dava para enfermeira...vou pensar melhor nisto.
retomando...
hoje, se tivesse que decidir hoje, queria ser uma mulher decidida, pouco impulsiva, emocionalmente estável e com tempo muito, para dar e vender.
não sou a mulher dos meus sonhos, sou a mulher que sonhei, li isto algures, não me recordo onde mas sempre me confundiu.

Sem comentários:

Enviar um comentário