Hoje vi a Margarida, minha colega de turma no liceu. A tal que agora 6 anos parecerão 6 horas sem a ver. Encontrei-a, cobrou-me os litros de combustivel com que abasteci o carro e deixou-me a pensar, a engonhar o resto do caminho que era suposto ser a acelerar.



Ehh, há quanto tempo e tal e coiso...!!

Eh, pois é! e então, como te corre tudo?

Estou bem, empregada, com marido e filhos, estou despachada!e tu?

Boa, ainda bem, eu, então, eu ainda não, emprego por enquanto há, não tenho ainda filhos nem marido, mas tudo bem, e que idades têm e como se chamam e bla bla blá...?

Não tens ainda filhos nem marido? eish..não fiques triste, não penses nisso, vais ver que quando menos esperares, puff (sai uma ou outra gotinha, apeteceu-me dizer)



...





Eu não estava triste. Não pensava nisso. Não precisava daquela compaixão. Não quero aquela efectividade emocional nem profissional. Mas...senti-me esquisita. Será esse o unico objectivo da nossa passagem por cá? crescer, ganhar tostãozinho e procriar?

Eu só quero mimo, carinho e atenção dos que vão passando e trocos para beber gin e comprar botas, Margarida. Convenci-me disso.
Tivessemos nos tido algo em comum e a amizade teria tido profundidade suficiente para saberes disso.

2 comentários:

  1. Olá. Adorei seu Blog, muito interessante. Estou seguindo. Passa no meu?
    Obrigada.

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